{"id":146,"date":"2012-08-16T16:56:28","date_gmt":"2012-08-16T16:56:28","guid":{"rendered":"http:\/\/amigosinstitutohistoricodc.com.br\/?p=146"},"modified":"2012-09-27T08:18:51","modified_gmt":"2012-09-27T08:18:51","slug":"praca-do-pacificador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amigosinstitutohistoricodc.com.br\/?p=146","title":{"rendered":"Pra\u00e7a do Pacificador"},"content":{"rendered":"<p><strong>CONJUNTO DA PRA\u00c7A DO PACIFICADOR<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alexandre dos Santos Marques\u00b9<br \/>\nTania Maria da Silva Amaro de Almeida\u00b2<\/strong><\/p>\n<p>A Pra\u00e7a do Pacificador recebeu este nome em homenagem a Luiz Alves de Lima e Silva devido sua participa\u00e7\u00e3o no controle das revoltas populares ocorridas no per\u00edodo regencial. O t\u00edtulo de \u201cDuque de Caxias\u201d foi recebido ap\u00f3s o controle da Revolta da Farroupilha. A cidade recebe o seu nome por ele ter nascido na antiga Fazenda S\u00e3o Paulo que se localizava no atual bairro da Taquara. Ap\u00f3s 1931, quando o ent\u00e3o 8\u00b0 distrito de Igua\u00e7u foi criado com o nome de \u201cCaxias\u201d, v\u00e1rios logradouros e pr\u00e9dios p\u00fablicos passaram a receber denomina\u00e7\u00f5es em sua homenagem. Em 1943, quando o distrito obteve a emancipa\u00e7\u00e3o de Nova Igua\u00e7u, passou a munic\u00edpio com o nome \u201cDuque de Caxias\u201d.<\/p>\n<p>Em 1927, com a publica\u00e7\u00e3o do Decreto 5.141\u00b3  criou-se um fundo especial para a constru\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de estradas. Para execut\u00e1-lo, organizaram-se comiss\u00f5es t\u00e9cnicas para construir as duas primeiras estradas troncos do pa\u00eds: a Rio-S\u00e3oPaulo e a Rio-Petr\u00f3polis\u2074. A situa\u00e7\u00e3o encontrada pelos construtores, com muitas \u00e1reas de manguezais e brejos, o que certamente dificultou as obras, foi observada por Rog\u00e9rio Torres da seguinte forma: A constru\u00e7\u00e3o da Rio-Petr\u00f3polis foi muito dif\u00edcil, principalmente na Baixada Fluminense, devido aos terrenos lodosos que exigiam consolida\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de demoradas obras de aterro e de funda\u00e7\u00f5es.  Al\u00e9m de tudo, a mal\u00e1ria, ainda end\u00eamica na regi\u00e3o, vitimou um grande n\u00famero de trabalhadores, somando novas dificuldades \u00e0s j\u00e1 existentes\u2075. <\/p>\n<p>A \u00e1rea que j\u00e1 foi chamada de Pra\u00e7a do Brejo e Pra\u00e7a do Caranguejo, em 1944 foi aterrada em mais de 6 metros de altura. Em 1953, no governo do Prefeito Braulino de Matos Reis (1952-1955) assumiu a sua moderna configura\u00e7\u00e3o e atual denomina\u00e7\u00e3o: Pra\u00e7a do Pacificador. Segundo Jos\u00e9 Lustosa, \u201cfoi ele quem a cal\u00e7ou magistralmente\u201d\u2076 , e ela \u00e9 um perfeito cart\u00e3o de visitas que deslumbra e encanta. De moderna t\u00e9cnica exigiu planos requisitos especiais, formando no conjunto um aspecto agrad\u00e1vel, em que se harmonisam os jardins e as \u00e1rvores, fazendo fundo para o busto do genial filho do munic\u00edpio Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, de quem herdamos o nome e a fibra\u2077. <\/p>\n<p>A Pra\u00e7a, localizada numa bifurca\u00e7\u00e3o entre a Rodovia Rio-Petr\u00f3polis (atual Avenida Presidente Kennedy) e Avenida Pl\u00ednio Casado, deveria funcionar como um cart\u00e3o de visitas da cidade. Situando-se a poucos quil\u00f4metros do Rio Merity, limite da cidade do Rio de Janeiro, nesta \u00e9poca Distrito Federal, com Duque de Caxias, a \u00e1rea tornava-se passagem obrigat\u00f3ria para os que se dirigiam para a regi\u00e3o serrana, principalmente para Petr\u00f3polis. Esta cidade abrigava, na \u00e9poca, a resid\u00eancia oficial do presidente da rep\u00fablica e de v\u00e1rias personalidades pol\u00edticas nacionais.<\/p>\n<p>Em \u201cUma passagem pela Caxias dos anos 60\u201d, St\u00e9lio Lacerda recorda, com humor, que no dia de sua inaugura\u00e7\u00e3o, o palanque onde estavam v\u00e1rias autoridades, dentre elas Jo\u00e3o Goulart, Roberto Silveira, Natal\u00edcio Ten\u00f3rio Cavalcanti, Celso Pe\u00e7anha, Braulino de Mattos Reis, Zulmar Batista, Waldir Medeiros, Zumar Batista, Peixoto Filho, n\u00e3o suportando o peso, ruiu levando muitos deles ao ch\u00e3o\u2078.<\/p>\n<p>A partir de dezembro de 1956, no governo do Prefeito Braulino Correa, na parte voltada para a Avenida Pl\u00ednio Casado passou a funcionar uma \u201cEsta\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria\u201d\u2079  de onde partiam os \u201c\u00f4nibus-lota\u00e7\u00e3o\u201d que transportavam os trabalhadores para a rodovi\u00e1ria da Pra\u00e7a Mau\u00e1\u00b9\u2070 , no centro do Rio de Janeiro\u00b9\u00b9. <\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o da Rodovi\u00e1ria, a proximidade com a esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria e a variedade de bares colaboravam para a concentra\u00e7\u00e3o de pessoas que se deslocavam para o centro do Rio de Janeiro e para a Zona da Leopoldina. Se, no in\u00edcio do dia, havia muitos trabalhadores, ao final da tarde eram os estudantes que nela se concentravam para embarcarem no trem em dire\u00e7\u00e3o as escolas de Ramos, Bonsucesso e Olaria. Nas mem\u00f3rias de Newton Meneses sobre este lugar e seus personagens, consta que \u201cna Pra\u00e7a do Pacificador, enquanto aguard\u00e1vamos enfileirados um lota\u00e7\u00e3o (micro\u00f4nibus) para o Rio, Pernambuco distraia a todos com suas piadas de duplo sentido\u201d\u00b9\u00b2. <\/p>\n<p>Ao longo das d\u00e9cadas de 60 e 70, a Pra\u00e7a tornou-se local oficial dos desfiles do dia \u201c25 de Agosto\u201d, de extens\u00e3o da Feira da Comunidade da Igreja de Santo Antonio e dos desfiles dos blocos carnavalescos. Sobre os desfiles c\u00edvicos, St\u00e9lio Lacerda comenta que desde o distante 1953, os preparativos para o desfile iniciavam-se com bastante anteced\u00eancia. Nas escolas de maior porte, a primeira medida era convocar o instrutor da banda, geralmente um sargento m\u00fasico dos Fuzileiros Navais, do Ex\u00e9rcito, da Pol\u00edcia Militar ou do Corpo de Bombeiros. Cabia-lhe marcar os ensaios, selecionar novos integrantes e definir quais os instrumentos a banda precisava. O garboso uniforme era assunto para a diretoria da escola, j\u00e1 que de nada adiantaria uma banda bem ensaiada sem visual \u00e1 altura\u00b9\u00b3. <\/p>\n<p>\t\tComo demonstra\u00e7\u00e3o de sua import\u00e2ncia para a forma\u00e7\u00e3o da identidade cultural local, nela aconteciam v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es culturais espont\u00e2neas. Desde os anos 60, nela encontravam-se periodicamente grupos de capoeira, vendedores de ervas, os lambe-lambes\u00b9\u2074, o comedor de espadas, o cuspidor de fogo, o domador de jararacas e jib\u00f3ias e outros. Sobre a Pra\u00e7a, o jornal O Dia diria que \u201ctamb\u00e9m \u00e9 ponto de encontro de aposentados \u00e0 procura de um carteado, de prostitutas na busca de clientes e de meninos de rua, ansiosos por garantir abrigo \u00e1 noite\u201d\u00b9\u2075. Em hor\u00e1rios mais avan\u00e7ados, por ela circulavam prostitutas e not\u00edvagos que tinham suas inten\u00e7\u00f5es facilitadas pela grande quantidade de bares e hot\u00e9is ao redor.<\/p>\n<p>\t\tNos finais de semana, durante o dia, para ela acorriam grupos de jovens e casais enamorados que aproveitavam os cinemas para se encontrarem e trocarem algumas car\u00edcias mais \u00edntimas. Sobre os cinemas Stanley Lacerda diria que No in\u00edcio dos anos sessenta, lembro de papai chegando \u00e0s vezes tarde em casa, contando para mam\u00e3e o resumo do filme que acabara de assistir. (&#8230;) Havia o Brasil e o Central\u00b9\u2076  (na Avenida Duque de Caxias), o Paz\u00b9\u2077  e o Santa Rosa, na Pra\u00e7a do Pacificador, e o Caxias\u00b9\u2078  e o \u201cPau-de-Arara\u201d , na Avenida Nilo Pe\u00e7anha. N\u00e3o sei bem por que, mas o cinema que ficou especialmente registrado em minha mem\u00f3ria foi o Central, o menor de todos\u00b9\u2079. <\/p>\n<p>No primeiro mandato do prefeito Hydekel de Freitas (1982-1984), a rodovi\u00e1ria foi demolida e a Pra\u00e7a passou por uma grande reformula\u00e7\u00e3o. Nela foram colocadas uma est\u00e1tua eq\u00fcestre em homenagem a Duque de Caxias\u00b2\u2070, um chafariz e uma est\u00e1tua em homenagem \u00e0 primeira bica d\u2019\u00e1gua\u00b2\u00b9, que havia sido no ano 1916 instalada nos seus arredores, e houve uma trabalho de paisagismo com v\u00e1rias plantas e \u00e1rvores.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, na Pra\u00e7a realizava-se a Feira da Comunidade em Homenagem \u00e0 Santo Antonio e a I Feira da Cultura Nordestinas\u00b2\u00b2. Pouco antes do Complexo Cultural Oscar Niemeyer ser inaugurado, durante o governo de Jos\u00e9 Camilo Zito dos Santos Filho (1998-2004) e da administra\u00e7\u00e3o do Secret\u00e1rio de Cultura Gutenberg Cardoso, a Pra\u00e7a abrigou o camel\u00f3dromo, conjunto de barracas dos vendedores informais, que inviabilizava qualquer manifesta\u00e7\u00e3o cultural. Na \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o do Complexo, Carlos S\u00e9rgio Mendon\u00e7a Dazier Lobato\u00b2\u00b3 diria que \u201cnenhuma obra relevante havia no local. De uma bica d\u2019agua a camel\u00f3dromo, a saudosa Pra\u00e7a do Pacificador nunca foi um monumento, s\u00f3 marcava o centro, dada a precariedade da cidade que capitaneava\u201d\u00b2\u2074 .<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, segundo o Jornal O Dia, o Complexo Cultural se denominaria \u201cCentro Cultural Darcy Ribeiro\u201d, havia a previs\u00e3o de se gastar com a obra 3 milh\u00f5es e da cria\u00e7\u00e3o de um estacionamento subterr\u00e2neo. Durante a gest\u00e3o do secret\u00e1rio Luiz Sebasti\u00e3o Pereira Teixeira que no mesmo jornal anunciava uma poss\u00edvel parceria financeira com a Petrobr\u00e1s e, dentro de uma perspectiva otimista, dizia que \u201ca Baixada vai deixar de ser uma refer\u00eancia de viol\u00eancia, de abandono, para ser refer\u00eancia cultural neste pa\u00eds\u201d\u00b2\u2075 . A reportagem ainda anunciava que \u201cNiemeyer projetou para Caxias um centro cultural dividido em duas constru\u00e7\u00f5es. Elas abrigar\u00e3o um teatro com 450 lugares, sala de exposi\u00e7\u00f5es, biblioteca, galeria de artes e sala de v\u00eddeo. O Centro Cultural Darcy Ribeiro lembra um piano, se o observador der asas \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o\u201d\u00b2\u2076 .<\/p>\n<p>Em setembro de 2005, a Biblioteca Leonel de Moura Brizola passou a funcionar, atendendo no primeiro pavimento, o p\u00fablico jovem e adulto e, no segundo, o p\u00fablico infantil. Um ano depois, foi inaugurado o Teatro Raul Cortez, com capacidade para 450 lugares. Cogitou-se denomin\u00e1-lo Teatro Roberto Marinho.<br \/>\nA Biblioteca constru\u00edda sobre pilotis, possui, no 1\u00b0 pavimento, 385 m2 de \u00e1rea para exposi\u00e7\u00e3o e pesquisa de livros e peri\u00f3dicos e, no 2\u00b0 pavimento, a mesma \u00e1rea destinada a Biblioteca Infantil. Nos dois pavimentos, salas administrativas, sanit\u00e1rios e copa, d\u00e3o apoio \u00e0s atividades do pr\u00e9dio. Escada e elevador garantem a circula\u00e7\u00e3o vertical e o acesso irrestrito a todos os espa\u00e7os.<\/p>\n<p>No pr\u00e9dio do Teatro, uma rampa que contorna metade da fachada circular leva os visitantes \u00e0 plat\u00e9ia com capacidade para 450 lugares e 8 para cadeiras de rodas. Abaixo deste pavimento, est\u00e3o os sanit\u00e1rios e a \u00e1rea de estar do p\u00fablico; e, acima, sobre parte da plat\u00e9ia, a cabine de som e luz. Os artistas t\u00eam acesso independente pela pra\u00e7a \u00e0 \u00e1rea de camarins e ensaio no pavimento semi-enterrado. Com 310 m2, a \u00e1rea para ensaios tem planta livre que permite posterior subdivis\u00e3o para dep\u00f3sito de equipamentos de cenografia  e demais necessidades futuras. Uma porta met\u00e1lica, na parede posterior do palco abre-se para permitir espet\u00e1culos externos com o p\u00fablico na pra\u00e7a. \u00c9 a \u201cBoca pra Fora\u201d.<\/p>\n<p>Em 2006, j\u00e1 na administra\u00e7\u00e3o do prefeito Washington Reis e da secret\u00e1ria de Cultura Carmen Miguelles, foi firmado um contrato com a Funda\u00e7\u00e3o Euclides da Cunha \u2013 FEC, ligada \u00e0 Universidade Federal Fluminense, que teve como diretriz principal \u201ca busca constante da aproxima\u00e7\u00e3o do teatro com os mais diversos p\u00fablicos, fortalecendo o sentido da a\u00e7\u00e3o cultural como fator instituinte da cidadania\u201d\u00b2\u2077 .<\/p>\n<p>Neste mesmo ano, sagrou-se o nome do Complexo e as partes que o comp\u00f5em. O teatro e a biblioteca passaram a denominar-se Raul Cortez e Governador Leonel de Moura Brizola, respectivamente. Este \u00faltimo foi uma importante lideran\u00e7a pol\u00edtica nacional e um dos mais identificados com as causas populares, e o primeiro, conhecido ator que faleceu no ano da inaugura\u00e7\u00e3o do teatro que recebeu esta denomina\u00e7\u00e3o por sugest\u00e3o da atriz Fernanda Montenegro.<\/p>\n<p>Sobre este complexo, Leonardo Guelman e Luiz Augusto F. Rodrigues afirmam que \u201ca vitalidade de Duque de Caxias permite pensar a n\u00e3o conforma\u00e7\u00e3o do quadro apresentado. A constru\u00e7\u00e3o do conjunto que forma o Centro Cultural Oscar Niemeyer &#8211; Teatro Raul Cortez, Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola e Pra\u00e7a do Pacificador \u2013 enfrenta um desafio neste sentido\u201d\u00b2\u2078 . <\/p>\n<p>Ressaltando a import\u00e2ncia do trabalho desenvolvido pela FEC, Rafael Ferezin\u00b2\u2079 diz que ela \u201catrav\u00e9s do Laborat\u00f3rio de A\u00e7\u00f5es Culturais, deu um passo inicial e important\u00edssimo para o processo de gest\u00e3o cultural desse magn\u00edfico espa\u00e7o arquitet\u00f4nico, atrav\u00e9s da mobiliza\u00e7\u00e3o da classe, treinamento, prepara\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra especializada, divulga\u00e7\u00e3o, sobriedade, dedica\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico atrav\u00e9s da manuten\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio permanente de atividades culturais\u201d\u00b3\u2070 . Aponta ainda, que \u201cinaugurado em 23 de setembro de 2006, o Teatro Municipal Raul Cortez foi um presente para a popula\u00e7\u00e3o de Duque de Caxias e adjac\u00eancias. Equiparado aos grandes teatros da capital e do Brasil e projetado por Oscar Niemeyer, o Teatro Raul Cortez tornou-se, al\u00e9m de um p\u00f3lo de frui\u00e7\u00e3o e fomento \u00e0 cultura, um ponto tur\u00edstico e de refer\u00eancia para a cultura do munic\u00edpio de Duque de Caxias\u201d\u00b3\u00b9 .<\/p>\n<p>Como demonstra\u00e7\u00e3o de uma cultura de resist\u00eancias e de estruturas residuais a \u201cRoda de Caxias\u201d, rodas de capoeira que s\u00e3o realizadas na Pra\u00e7a h\u00e1 mais de 30 anos e o carteado se adaptaram ao novo espa\u00e7o e l\u00e1 ainda existem; em 2007, a Secretaria Municipal de Cultura iniciou o projeto \u201cCine Pau-de-Arara\u201d, com os filmes sendo apresentados na \u201cBoca pra Fora\u201d e com bancos de madeira sendo colocados na Pra\u00e7a para os expectadores.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>BRUNO, C\u00e1ssio. Obras do teatro em passos lentos. In: O Globo. Caderno Baixada. 28.05.2006.<br \/>\nComplexo Cultural Oscar Niemeyer. Prefeitura Municipal de Duque de Caxias. Cart\u00e3o Postal. s\/d.<br \/>\nDecreto n\u00ba 5.141, de 5 de janeiro de 1927.<br \/>\nFEREZIN, Rafael. Uma j\u00f3ia rara na Baixada. In: Teatro Municipal Raul Cortez. Programa de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Administrativa 2008. PROGEAD. Duque de Caxias: Secretaria Municipal de Cultura, 2008.<br \/>\nFURTADO, Tatiana. Mais R$ 7 milh\u00f5es para acabar teatro. In: O Globo. Caderno Baixada. 12.06.2005. p.12<br \/>\nGARES, D\u00e9bora. Arte em potencial. In: O Globo. Caderno Baixada.<br \/>\nGUELMAN, Leonardo, RODRIGUES, Luiz Augusto F. (coord.) Programa de Capacita\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o Cultural do Teatro Raul Cortez. Duque de Caxias. Relat\u00f3rio Final. Niter\u00f3i: UFF, LABAC, FEC, 2008.p.1<br \/>\nLACERDA, Satnley. In LACERDA, St\u00e9lio. Uma passagem pela Caxias dos anos 60. Duque de Caxias: Edi\u00e7\u00e3o do Autor, 2001. p.56.<br \/>\nLACERDA, Stelio. Uma passagem pela Caxias dos anos 60. E\/A: Duque de Caxias, 2002.<br \/>\nLOBATO, Carlos S\u00e9rgio Mendon\u00e7a. Pref\u00e1cio. In: MENDON\u00c7A, S\u00edlvia Cristina de. Dossi\u00ea do Centro Cultural Oscar Niemeyer. PMDC\/SMC, setembro de 2004.<br \/>\nLUSTOSA, Jos\u00e9. Cidade de Duque de Caxias \u2013 Desenvolvimento Hist\u00f3rico do Munic\u00edpio. Duque de Caxias: 1958.<br \/>\nMARIA, Rose. Beleza e Cultura na Baixada. In: Jornal O dia. Caderno Nossa Baixada. 25.07.1999.<br \/>\nMARQUES, Alexandre dos Santos Marques. Militantes da Cultura numa \u00e1rea perif\u00e9rica. Vassouras: Duque de Caxias, 2005<br \/>\nMENDON\u00c7A, S\u00edlvia Cristina de. Dossi\u00ea do Centro Cultural Oscar Niemeyer. PMDC\/SMC, setembro de 2004.<br \/>\nMENESES, Newton. Posf\u00e1cio.<br \/>\nMORAES, Dalva Lazaroni de. Esbo\u00e7o Hist\u00f3rico Geogr\u00e1fico do Munic\u00edpio de Duque de Caxias. Duque de Caxias: Arsgrafica, 19 MARIA, Rose. Beleza e Cultura na Baixada. In: Jornal O Dia. Caderno Nossa Baixada. 25.07.1999.88. p.198.<br \/>\nOCUPA\u00c7\u00c2O de Espa\u00e7o arquitet\u00f4nico. O Globo. Caderno Baixada. 30.03.2008.<br \/>\nOf\u00edcio n\u00b0 013 de 03.06.2008. Duque de Caxias: Secretaria Municipal de Cultura, 2008.<br \/>\nOficio n\u00b0 229 de 07.06.2006. Duque de Caxias: Secretaria Municipal de Cultura, 2006.<br \/>\nOficio n\u00b0 281 de 13.07.2006. Duque de Caxias: Secretaria Municipal de Cultura, 2006.<br \/>\nOficio n\u00b0 89 de 22.08.2006. Duque de Caxias: Procuradoria Geral do Munic\u00edpio, 2006.<br \/>\nPROGRAMA de Capacita\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o Cultural do Teatro Raul Cortez. Duque de Caxias. Relat\u00f3rio Final. Duque de Caxias: Universidade Federal Fluminense\/Funda\u00e7\u00e3o Euclides da Cunha, Janeiro, 2008<br \/>\nRevista Vida Dom\u00e9stica, setembro de 1955.<br \/>\nTEATRO MUNICIPAL RAUL CORTEZ. Programa de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Administrativa 2008. PROGEAD. Duque de Caxias: Secretaria Municipal de Cultura, 2008.<br \/>\nTEATRO MUNICIPAL RAUL CORTEZ. Secretaria Municipal de Cultura, folder.<br \/>\nTERMO de Contrato. Livro01\/2006. Termo: 148. Duque de Caxias: Secretaria Municipal de Cultura, 16.10.2006.<br \/>\nTORRES, Rog\u00e9rio. Duque de Caxias. Trabalho in\u00e9dito, 2005. <\/p>\n<p><strong>V\u00cdDEOS<\/strong><\/p>\n<p>FEITOSA, Patr\u00edcia Santos e MARTINS, Ranny Barros. Duque de Qu\u00ea? Duque de quem? Ru\u00eddos na comunica\u00e7\u00e3o da Baixada Fluminense.Rio de Janeiro: Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica, Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o Social,  2006. Monografia de Conclus\u00e3o de Curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social.<br \/>\nFIL\u00c9, V\u00e1lter. Pra\u00e7a do Pacificador. Curta-metragem. Roteiro e dire\u00e7\u00e3o: Valter Fil\u00e9. CECIP \/ TV Maxambomba, 1993.<\/p>\n<p>01 &#8211; Alexandre dos Santos Marques, mestre em Hist\u00f3ria Social (USS) e professor da rede p\u00fablica municipal.<br \/>\n02 &#8211; Tania Maria da Silva Amaro de Almeida, mestranda em Letras e Ci\u00eancias Humanas pela UNIGRANRIO, professora da rede p\u00fablica estadual e da UNIGRANRIO, diretora do Instituto Hist\u00f3rico da C\u00e2mara Municipal de Duque de Caxias.<br \/>\n03 &#8211; Decreto 5.141 de 05.01.1927.<br \/>\n04 &#8211; Esta estrada foi conclu\u00edda em 1928; j\u00e1 denominou-se Avenida Presidente Kennedy e hoje \u00e9 a Avenida Governador Leonel de Moura Brizola.<br \/>\n05 &#8211; TORRES, Rog\u00e9rio. Duque de Caxias. Duque de Caxias, 2005. In\u00e9dito,<br \/>\n06 &#8211; LUSTOSA, Jos\u00e9. Cidade de Duque de Caxias \u2013 Desenvolvimento Hist\u00f3rico do Munic\u00edpio. (Dados Gerais). Rio de Janeiro: Gr\u00e1fica do IBGE, 1958.<br \/>\n07 &#8211; LUSTOSA: 1958.<br \/>\n08 &#8211; LACERDA, St\u00e9lio. Uma Passagem pela Caxias dos Anos 60. Edi\u00e7\u00e3o do Autor, 2001. p. 79.<br \/>\n09 &#8211; A rodovi\u00e1ria que se localiza no Shopping Center s\u00f3 foi inaugurada, junto com o Shopping, em 1967.<br \/>\n10 &#8211; Por esta \u00e9poca, ainda n\u00e3o existia a Rodovi\u00e1ria Novo Rio e nem o Terminal Rodovi\u00e1ria Am\u00e9rico Fontenelle (Central do Brasil).<br \/>\n11 &#8211; Nesta \u00e9poca, a atual cidade do Rio de Janeiro era denominada de Estado da Guanabara. Ela s\u00f3 assumiu a atual denomina\u00e7\u00e3o em 1975, com a fus\u00e3o da Guanabara com o Rio de Janeiro.<br \/>\n12 &#8211; MENEZES, Newton. Posf\u00e1cio.<br \/>\n13 &#8211; LACERDA, St\u00e9lio. 79<br \/>\n14 &#8211; Fot\u00f3grafos que trabalhavam na Pra\u00e7a e tiravam fotos \u201cna hora\u201d.<br \/>\n15 &#8211; MARIA, Rose. Beleza e Cultura na Baixada. In: Jornal O dia. Caderno Nossa Baixada. 25.07.1999.<br \/>\n16 &#8211; Hoje abrigam o Supermercado Valente e um Bazar de artigos de papelaria.<br \/>\n17 &#8211; Seu antigo espa\u00e7o hoje abriga a Loja de departamentos C&#038;A.<br \/>\n18 &#8211; Onde atualmente est\u00e1 instalada as Casas Bahia.<br \/>\n19 &#8211; LACERDA, Satnley. Apud in LACERDA, St\u00e9lio. Uma passagem pela Caxias dos anos 60. Duque de Caxias: Edi\u00e7\u00e3o do Autor, 2001. p.56.<br \/>\n20 &#8211; Atualmente, ela est\u00e1 instalada em um largo, no in\u00edcio da Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em frente ao Hotel Luxemburgo.<br \/>\n21 &#8211; Esta est\u00e1tua se encontra sob a guarda do Instituto Hist\u00f3rico de Duque de Caxias exposta em suas depend\u00eancias permanentemente. Est\u00e1 arrolada como um dos bens a serem tombados pela Secretaria Municipal de Cultura. Sobre ela ver nesta s\u00e9rie \u201cMonumento \u00e0 Primeira Bica D\u2019agua de Duque de Caxias (Mulher com crian\u00e7as)\u201d<br \/>\n22 &#8211; Sobre a tradi\u00e7\u00e3o das Feiras Nordestinas na cidade ver desta s\u00e9rie \u201cForr\u00f3 na Feira\u201d.<br \/>\n23 &#8211; Na \u00e9poca, Carlos S\u00e9rgio Mendon\u00e7a Lobato era Mestre em Arquitetura e Urbanismo e atuava na Secretaria Municipal de Obras.<br \/>\n24 &#8211; LOBATO, Carlos S\u00e9rgio Mendon\u00e7a. Pref\u00e1cio. In: MENDON\u00c7A, S\u00edlvia Cristina de. Dossi\u00ea do Centro Cultural Oscar Niemeyer. PMDC\/SMC, setembro de 2004. p.5.<br \/>\n25 &#8211; MARIA, Rose. Beleza e Cultura na Baixada. In: Jornal O dia. Caderno Nossa Baixada. 25.07.1999.<br \/>\n26 &#8211; MARIA: 1999.<br \/>\n27 &#8211; GUELMAN, Leonardo, RODRIGUES, Luiz Augusto F. (coord.) Programa de Capacita\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o Cultural do Teatro Raul Cortez. Duque de Caxias. Relat\u00f3rio Final. Niter\u00f3i: UFF, LABAC, FEC, 2008.p.1<br \/>\n28 &#8211; GUELMAN e RODRIGUES:2008, p.30<br \/>\n29 &#8211; Rafael Ferezin, produtor cultural formado pela Universidade Federal Fluminense atua na Secretaria Municipal de Cultura desde 2004 e em abril de 2008 assumiu a dire\u00e7\u00e3o do Teatro Raul Cortez.<br \/>\n30 &#8211; FEREZIN, Rafael. Uma j\u00f3ia rara na Baixada. In: Teatro Municipal Raul Cortez. Programa de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Administrativa 2008. PROGEAD. Duque de Caxias: Secretaria Municipal de Cultura, 2008.<br \/>\n31 &#8211; FEREZIN: 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CONJUNTO DA PRA\u00c7A DO PACIFICADOR Alexandre dos Santos Marques\u00b9 Tania Maria da Silva Amaro de Almeida\u00b2 A Pra\u00e7a do Pacificador recebeu este nome em homenagem a Luiz Alves de Lima e Silva devido sua participa\u00e7\u00e3o no controle das revoltas populares ocorridas no per\u00edodo regencial. 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